Congonhas e Santos Dumont entram em nova lista de concessões

O programa brasileiro de concessões de aeroportos tomou outro rumo com a inclusão dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), considerados valiosos pelo mercado. No entanto, estes serão os últimos a serem concedidos à iniciativa privada, de acordo com a Centre For Aviation.

O projeto inicial do governo, elaborado a pedido do presidente Jair Bolsonaro, prevê a transferência de 44 terminais, divididos em seis blocos regionais, à iniciativa privada, em duas rodadas de negócios, que acontecerão a partir de 2020. A estratégia é colocar aeroportos mais lucrativos como líderes de blocos com outros terminais mais fracos.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro afirmou que o objetivo é atrair cerca de R$ 7 bilhões por meio da concessão de rodovias, doze aeroportos e quatro terminais portuários. “Com a confiança do investidor sob condições favoráveis à população, resgataremos o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil”, finalizou.

DESAFIOS
A principal dificuldade será atrair o interesse de investidores para os aeroportos menos movimentados em regiões de interior. No entanto, com entrada dos “aeroportos âncoras” de São Paulo e Rio de Janeiro aumentam as chances de fortalecer os blocos.

A lista de aeroportos já concedidos à iniciativa privada já inclui Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza. Após a última rodada de negócios, a rede de aeroportos da Infraero deve ser extinta, segundo previsões.

Confira os seis blocos na íntegra:

(Primeira rodada)

BLOCO SUL
Investimento: US$ 535,2 milhões

Curitiba
Foz do Iguaçu (PR)
Londrina
Joinville
Navegantes (SC)
Pelotas (RS)
Uruguaiana (RS)
Bagé (RS)

BLOCO NORTE 1
Investimento: US$ 294,4 milhões

Manaus
Porto Velho
Boa Vista
Rio Branco
Cruzeiro do Sul (AC)
Tabatinga (AM)
Tefé (AM)

BLOCO CENTRAL
Investimento: US$ 391,5 milhões

Goiânia
Palmas
São Luís
Teresina
Petrolina (PE)
Imperatriz (MA)

(Segunda rodada)

BLOCO SÃO PAULO – MATO GROSSO DO SUL
Investimento: US$ 617,3 milhões

Congonhas (SP)
Campo Grande
Corumbá (MS)
Ponta Porã (MS)

BLOCO RIO-MINAS
Investimento: US$ 408,5 milhões

Santos Dumont
Uberlândia (MG)
Uberaba (MG)
Montes Claros (MG)

BLOCO NORTE 2
Investimento: US$ 314,7 milhões

Belém
Macapá
Santarém (PA)
Altamira (PA)
Marabá (PA)
Carajás (PA)

 

Fonte: Panrotas.

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